Cinquenta anos e sete metros de altura separam os níveis altimétricos da chegada ao complexo do farol. Entre a cota primitiva e a cota do cul-de-sac construído após a erupção, desenhou-se o novo foyer. Este local, outrora de chegada, é agora o início desta viagem que deambula pelas cinzas, toca nos edifícios primitivos, desce até à cota do farol e nos liberta em frente ao mar e ao vulcão adormecido.
De forma a subverter o conceito de frente e traseira, o novo mercado organiza-se em forma de U, criando um pátio interior e acessibilidades em todas as suas faces.
A meia altura da Montanha, oculta pelas nuvens, onde acabam os últimos vestígios da nossa civilização e impera a natureza, começa o caminhante o seu desafio à resistência e coragem.
Edifício quase completamente fechado, tenta construir um ambiente adequado ao visionamento do fundo do mar, pela forma circular dos ecrãs e pela envolvente em armários, aquários ou ecrãs num total de cor azul.
Abertas a São Jorge e virados para a montanha do Pico, as pequenas unidades residenciais relacionam-se diferentemente com o exterior através de áreas privadas ou semi-privadas, relvadas ou pavimentadas, todas elas delimitadas por muros de pedra, que escondem ou conduzem o olhar para visões parcelares de proximidade ou globais no horizonte.
Desenho contido, com uma forma geométrica regular e de utilização discreta de materiais, em todas as superfícies arquitectónicas: sob madeira e vidro, estruturas metálicas e divisórias ligeiras.
Elaboração do Projecto de Espaço Público e Equipamento Urbano para a Acrópole de Évora e Área Envolvente
Alinhado pelas crateras, construído sobre a plataforma de recepção, suspenso sobre a linha de água e o rasgo na superfície, o edifício surge naturalmente visível, transparente e presencial, não impositivo.